domingo, 14 de abril de 2013

Doce de jenipapo


Adoro suco de jenipapo! Não sei por que tanta gente não gosta. Ainda melhor que é uma fruta super nutritiva. Mas assim como outras frutas tão gostosas que encontro por aqui, não é explorada de maneira diversificada. Suco e sorvete são as formas mais encontradas.

Há pouco tempo um amigo me contou sobre um doce de jenipapo que é vendido no mercado municipal e fiquei curiosa. Mas acabei não procurando o bendito doce. Postei sobre meu amor pelo suco da fruta no facebook esta semana e eis que outro amigo mandou uma receita de doce de jenipapo e se dispôs a mexer o tacho comigo. Perfeito!

Oito jenipapos, 600g de açúcar e muita conversa pra embalar o ritmo na panela. É preciso mexer sem parar até dar ponto de brigadeiro. Acabamos tricotando demais e o ponto passou um micro. Depois de frio, uma parte ficou açucarada. Ou seja, menos conversa e menos tempo de fogo na próxima vez rs.

Lembrei-me dos brigadeiros de cupuaçu que vendíamos na Casa da Gabriela e decidi experimentar com o doce de jenipapo. Combinação excelente! Usei chocolate em pó para envolver as bolinhas como fazia com as de cupuaçu, e o resultado é uma mistura orquestrada de sabores.

O amargo do chocolate em pó toma conta da boca assim que mordemos o doce. Mas aí vem o docinho do brigadeiro aparecendo, aparecendo... E de repente o jenipapo toma conta de tudo, e ao mesmo tempo se transforma ao se misturar com os outros sabores. Delicioso. E fácil! Excelente para esse recomeço na cozinha =}.
 
Doce de jenipapo
Ingredientes
6 jenipapos sem sementes
600g de açúcar

Modo de Preparo
Retire a casca e as sementes dos frutos e bata somente a polpa num processador até formar uma pasta. Leve ao fogo médio com todo o açúcar. Panelas de fundo grosso são ideais para fazer doces pastosos. Mexa sem parar até chegar ao ponto de brigadeiro. Deixe esfriar e modele como desejar. Passe no açúcar cristal e sirva. Se desejar, utilize como recheio de docinhos.

Envolvido em brigadeiro e chocolate em pó, o doce de jenipapo se transforma.

domingo, 25 de novembro de 2012

Motivação

camarão (congelado - sorry!), maxixe e tomate
É o que nos move a cumprir metas e alcançar objetivos. Mas de onde vem a motivação? Nem sempre basta “querer” para começar ou continuar a fazer algo. Mesmo querendo muito, às vezes é preciso mais que isso.

Amo cozinhar. Meu desejo é viver disso. Nestes últimos meses, no entanto, deixei meus utensílios e livros de lado, poucas vezes fui ao supermercado, não busquei muitas receitas na internet. Estava concentrada em outras atividades propositalmente (por isso a ausência no blog). Dediquei minha atenção e minhas horas de trabalho quase que exclusivamente ao jornalismo. Uma folga, uma fuga.

Fechar a Casa da Gabriela na Atalaia foi muito triste pra mim. Então busquei olhar só para o lado bom de ter tido a experiência na loja. É claro, é óbvio, bate uma frustração, uns instantes de arrependimento.. mas foram poucos instantes, mesmo. E por isso me voltei tanto para minha outra profissão. Quis deixar o tempo me ajudar.

Já a energia, o pensamento positivo, não pude direcionar apenas à comunicação. O desejo de trabalhar com meus doces não foi abstraído em nenhum momento. Continuou em minhas projeções e, principalmente, em minhas conversas com o universo.



Quando recebia pedidos de encomenda aproveitava para matar a saudade do cheiro de açúcar, do calorzinho na cozinha, da decoração dos doces. Não foram tantas encomendas assim... O trabalho em tempo integral não me deixava tempo. Mas foram todas muito bem-vindas =}.

Agora é hora de me concentrar na confeitaria novamente. Hora de imaginar e de criar uma nova Casa da Gabriela. Planejamento, orçamento, contas, ajuste de tempo, tudo para seguir com o meu querer viver a confeitaria, querer viver da confeitaria. E lá vamos nós!

E porque o universo é tão generoso e eu tenho anjos que cuidam de mim lá de cima, a nova Casa da Gabriela será ainda mais gostosa =}. Será noutro ambiente que eu adoro: o teatro. Mais: será no teatro que tem o espírito e conta a história da cena cultural desta cidade linda. Nossa nova Casa será no Teatro Atheneu!

E toda esta empolgação me levou feliz da vida de volta à cozinha. A bendita motivação! O curioso é que não foi para preparar doces, mas sim o almoço do fim de semana. O importante é que ficou uma delícia =}. Sábado foi dia de lasanha. E no domingo, camarão com maxixe.

E agora ainda vou para um café da noite preparado com todo o carinho pela minha tia Socorro e na companhia da minha queridíssima vovó Zélia! Começo esta semana de jornada dupla de trabalho e preparativos numa boa e mega feliz =}.


lasanhaaaaaaaaa





domingo, 26 de agosto de 2012

Mil folhas



Esse é um dos meus doces preferidos. A combinação da massa com o creme e o morango é perfeita! E na era dos congelados, massa folhada pronta para assar é o que torna essa delícia ainda mais fácil de preparar =}.

O creme de baunilha é o mesmo que uso nos bolos e tortas. E aí pode-se usar metade da quantidade de creme de leite batido ou chantili. Fica mais leve....

Os morangos vão in natura. Açúcar refinado ou de confeiteiro por cima e derreta-se...


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bolo sabor família

 
Domingo tem cara de família. Há muitos anos, os fins de semana na minha casa eram coloridos por primos e tios, churrasco comandado por meu saudoso, talentoso e querido Antonio Ruy, pudim de leite na geladeira e gargalhadas! Mais alguns anos atrás e encontravam-se crianças jogando videogame ou fugindo da louça pra secar; um gordinho ousado que regava a horta do cunhado com xixi e o tricô das irmãs na cozinha e em idas à Pandoro (de Jundiaí!) para providenciar o pãozinho do café da tarde, enquanto os cabras machos cochilavam depois de tanta carne e conversa.

O tempo afastou e levou definitivamente alguns dos protagonistas desses domingos, mas família bacana é o que não falta por aqui, e ontem foi um domingo colorido! Não teve churrasco, mas café da tarde e gargalhada teve de sobra =}.

Para receber meus primos de Aquidabã, que estavam em Aracaju curtindo uma praia, resolvi fazer um bolo. Com duas laranjas, avelãs, açúcar mascavo e farinha de trigo integral adaptei uma receita de bolo de laranja do Oriente Médio de um dos meus livros. Ficou lindo! Não tão úmido, acho que por causa da farinha integral, mas bem saboroso e saudável!

Para acompanhar, deliciosos cappuccinos da tia Socorro – que para minha alegria tenho como vizinha =}. A conversa rendeu, vovó Zélia chegou e ainda jantamos nesse clima delicioso de família, carinho e aconchego. 

separar os ingredientes antes facilita o preparo
Bolo de laranja adaptado

Ingredientes
225g de farinha de trigo integral
5 ovos
125g de açúcar mascavo
50g de açúcar demerara
1 laranja bem grande (250g) batida no liquidificado, sem casca e sem caroço, mas com bagaço
50g de avelã triturada
1 colher de chá de fermento em pó



Modo de Preparo

Aqueça o forno em 180 graus. Bata, em banho-maria, os açúcares e os ovos até que a mistura fique esbranquiçada e espessa o suficiente para deixar rastro ao se retirar o batedor. Tire do fogo e leve à batedeira para aerar um pouco mais. Acrescente as avelãs, a laranja, a farinha e o fermento e envolva tudo delicadamente com um pão-duro. Despeje em forma untada e enfarinhada. Meu forno é elétrico e aquece tanto embaixo como em cima, por isso, em 30 minutos o bolo já estava assado. Num forno convencional pode demorar até uma hora. Após os trinta minutos, observe se a massa já aparenta estar firme. Quando estiver pronto, o bolo se solta das laterais. Faça o teste com um palito de dentes, que deve sair sequinho depois de espetado na massa. Retire do forno e deixe esfriar 10 minutos, desenforme e deixe descansar sobre uma tela. Sirva morno ou frio.
Para decorar, açúcar polvilhado – dê preferência ao demerara, se preferir mais fino, triture uma porção no liquidificador. Chame a família e bom apetite!


massa pronta para ir ao forno


massa firme e com um tom lindo


ingredientes in natura dão charme à decoração


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Hambúrgueeeeer



Adoro hambúrguer caseiro, não dispenso um quarteirão com queijo (sem catchup ou mostarda) do McDonalds, passei uns dois anos jantando cheeseburguer (sem presunto) do Galegos Lanche nas noites de sábado no Cinform (até descobrir que tenho alergia ao corante usado na carne =P), mas nada como aqueles hambúrgueres deliciosos e perfeitos que encontramos em São Paulo, mas que só consigo devorar uma vez por ano, ou duas, em épocas de vacas gordas =}.

Vez ou outra me aventuro a prepará-los em casa. Sempre falta algum detalhe, mas minha meta é chegar à perfeição!

Evoquei meu espírito gourmet há algumas semanas e tentei usar fraldinha, picada na ponta da faca. Ô arrependimento! Não consegui deixá-la super picadinha e os pedaços se soltaram na fritura. Não foi uma boa ideia =/.

Desta vez fui de carne moída de supermercado mesmo. Para temperar usei uma mistura pronta de sal, alho e cebola da Nestlé Profissional, pão umedecido em água e gergelim (minha ancestralidade árabe gritando!).

Isadora me ajudou a modelar os hambúrgueres. Levei-os ao congelador para dar uma firmada. Mas tirei antes do tempo, o que influenciou no resultado, pois grudou na frigideira, que não era antiaderente. Putz! Fiz tudo errado.. ou não!

Apesar de não ter obtido a aparência ideal, até que ficaram gostosos =}. Um pouco sem sal, para o meu gosto, mas extremamente elogiados pela Isadora (para minha surpresa, pois ela tem uma forte e natural tendência vegetariana). O Dani também gostou, mas ele é suspeito rsrsrs.

Para complementar: queijo mussarela disposto sobre a carne ainda na frigideira, alface americana – tem uma consistência melhor que a comum– e tomate. Não gosto de molhos, mas aí é fica a critério do comensal. Coca-cola trincando e bom apetite!

PS: Tive que preparar outro para Isadorinha, e aí usei a frigideira antiaderente. Muuuito melhor! Recomendo uma brincadeirinha dessas de vez em quando. Aposto que ficará mais saboroso que qualquer outro, ou pelo menos mais divertido!











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