domingo, 22 de maio de 2011

Brigadeiros do Gabriel


Essa é a terceira vez que faço brigadeiro de enrolar. Sou tão ansiosa que nunca esperava chegar ao ponto certo. Achava até que minha receita estava errada, mas só o que faltava era mais tempo no fogo. Nem por isso deixava de fazer brigadeiro de colher, que também é maravilhoso e acaba numas cinco visitas seguidas à geladeira.

Agora os tempos são outros e eu me senti obrigada a fazer brigadeiro como o de todo mundo. Mentira! Gosto de ser diferente, então no meu brigadeiro, além do leite condensado e do chocolate em pó, vai creme de leite. O único problema é a textura, um pouco menos firme.

Para vencer meu próprio desafio fui persistente na preparação. Sempre soube que o ponto era quando a colher abrisse caminho – quando se arrasta a colher e dá pra ver o fundo da panela enquanto o doce volta ao lugar. Mas isso eu já fazia. A questão é que a passagem era de gente apressada, como eu. Desta vez, Moisés podia trazer uma galera, que os paredões de brigadeiro estavam lá, seguros.

Fiquei super orgulhosa. Acho lindos massas e cremes lisos, brilhantes. Mesmo assim interferi na textura com o creme de leite adicionado à mistura morna. Não uso granulado, prefiro o próprio chocolate em pó, o que não ajuda a aumentar a firmeza do docinho.. Mas como esses eram para o níver do meu afilhado [Gabriel] resolvi usar confeitos coloridos também =) Ficaram lindinhos!

Brigadeiro - rende 50 unidades
2 latas de leite condensado
4 colheres de sopa de chocolate em pó
Cerca de 100 ml de creme de leite (depende da textura que quiser)

Leve o leite condensado e o chocolate ao fogo baixo mexendo sempre até “abrir caminho”. Retire do fogo. Quando estiver morno acrescente o creme de leite e misture bem. Leve à geladeira para esfriar. Enrole e passe no chocolate em pó ou no granulado. Coma sem culpa! Faz toda a diferença =]

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tarte Tatin


Eu volteeei, a go ra pra fi caar. Pooorqueaqui, aqui é o meeu lugar”. Adoro o Rei! Nossa! ...Enfim, depois de um bloqueio criativo e hábil (o que inclui outra charlote de banana fracassada), consegui trazer uma tarte tatin para minha Casa. E não poderia ser uma receita mais perfeita que a desta, um tanto inusitada, torta criada por duas irmãs francesas.

As versões sobre a criação da tal sobremesa exaltam mais a criatividade que a habilidades das inventoras, mas nunca duvidaria do talento das irmãs Tatin. Uma busca simples no Google e a história do doce quase sempre acompanha os ingredientes e o modo de fazer. No mínimo as tortinhas invertidas de maçã – para ser bem específica – feitas por elas deviam ser maravilhosas.

E o que conta a história? A principal versão é de que foi um acidente! A massa teve que ser assada sobre as maçãs carameladas pois as frutas haviam sido colocadas diretamente na forma por distração (!?). Era, e é ainda, servida invertida e quente. Não dá para saber o que é real, mas o sabor é fácil de descobrir. Preparação rápida e de baixo custo.

Tarte Tatin
Massa 

2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de açúcar
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de manteiga gelada sem sal
200 ml de creme de leite (pode variar)

Peneire a farinha, o sal e o açúcar e incorpore a manteiga cortada em cubinhos com a ponta dos dedos até formar uma farofa. Vá adicionando o creme de leite até obter uma bola lisa. Reserve envolvida em filme plástico por 30 minutos na geladeira.

Recheio
5 maçãs verdes
1 xícara de açúcar
4 colheres de conhaque
1 colher de manteiga sem sal

Descasque as maçãs, retire os caroços e corte cada metade em 5 fatias. Leve o açúcar ao fogo baixo até começar a caramelizar. Acrescente as maçãs e a manteiga e mexa enquanto cozinha por alguns minutos. Coloque o conhaque e deixe cozinhar mais um pouco.

Disponha as maçãs em uma forma de 26 cm de diâmetro – lembre-se de que esta será a parte de cima da torta. Despeje um pouco da calda sobre as frutas e cubra com a massa, que foi aberta com o auxílio de um rolo de macarrão. Corte o excesso e leve ao forno pré-aquecido a 205 graus C por cerca de 40 minutos. Experimente quente com uma bola de sorvete de creme como acompanhamento.

PS: Fiz a torta por impulso e estava desprevenida quanto ao sorvete. sorry!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Massa pronta, tudo pronto!


E vivam as facilidades da vida moderna! Batedeira a gente já tem. Liquidificador; processador; descascadores, facas e fornos elétricos variados, tudo isso ajuda qualquer cozinheiro. Mas para o dia a dia de casa existem outros elementos que só surgiram há pouco tempo nas prateleiras dos mercados. Estou falando de comida pré-pronta.

Sou super a favor de ingredientes e preparações que nos ajudam a queimar etapas na cozinha. Adoro comida caseira, roots, artesanal, o sabor é inimitável. Nem discuto. Mas dona de casa precisa é de facilidade. Aliás, qualquer pessoa que precise cozinhar em pouco tempo e goste de tudo bem feito e saboroso adora praticidade.

Mesmo sem o gostinho dos quitutes da vovó, existem massas prontas que ajudam muito na hora de impressionar os comensais. Para receber amigos não dá mais para oferecer aquela bandeja de salgadinhos frios, cheios de gordura e que dão azia. Patês e torradas podem salvar a sua vida, mas uma gracinha diferente pode te render medalhas ao mérito rsrs.

Hoje minha ode é à massa de pastel de forno. Prática, só precisa do recheio. Fugi do queijo, do frango e da carne moída. Escolhi o bacalhau. Um refogado com azeite, alho, cebola, tomate, azeitona preta e cheiro verde e pronto. Com a massa fininha e bem temperada, bastaram alguns minutos no forno (bem mais que o sugerido na embalagem).

Além de agradar os convidados da noite ainda alegrou o recreio da Dorinha no dia seguinte. Experimente. Bom apetite! =)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bolo de chocolate branco

Aqui está um doce que desperta amor e ódio. Chocolate branco. Tem gente que diz que nem chocolate é. Bom, vem do cacau, logo, eu sou dos que concordam que é chocolate sim; e adoro. E não sou a única aqui de casa. Isadorinha ama!

Não me lembro onde achei essa receita, fiz uma busca rápida pela internê agora, mas não encontrei. Havia anotado em meu caderninho, pois o chocolate compõe a massa, o recheio e a cobertura. Overdose de chocolate branco?? Não para Dorinha!

No momento de acrescentar as claras em neve à massa fiquei com um medinho. Por causa do chocolate branco essa é mais trabalhosa que uma massa tradicional, a estrutura é mais resistente. Mas com jeitinho tudo ficou homogêneo.



Com a massa quase assada comecei a fazer o recheio. Super simples. Derreter uma barra de Laka picado em banho-maria e acrescentar, fora do fogo, creme de leite e amêndoas torradas e moídas – usei castanha de caju. 

Agora com a massa já fria, outra moleza, a cobertura. Também em banho-maria desta vez derrete-se tudo junto: laka, leite e manteiga. Até ficar liso e brilhante. A cobertura deve ser espalhada sobre todo o bolo já recheado, mas, atenção, sem alisar!

Confesso que tive um pouco de receio de fazer o bolo, achei que ficaria muito doce. Ficou uma delícia. A castanha equilibra o recheio, a massa fica no ponto e cobertura é cobertura, né!? Tem que ser docinha =) Experimente!

Ingredientes
Massa
1 colher de fermento químico
½ xícara de leite
1 tablete de 170g de Laka
4 ovos
½ xícara de açúcar
2 colheres de manteiga
2 xícaras de farinha de trigo

Modo de fazer
Unte e enfarinhe uma forma de 23 cm de diâmetro e reserve. Leve o leite com o chocolate picado ao fogo médio e mexa até derreter. Bata as gemas e o açúcar na batedeira até formar um creme claro e fofo. Sem parar de bater, junte a manteiga. Acrescente aos poucos a mistura de leite e Laka. Junte a farinha com o fermento e misture bem. Bata as claras em neve e acrescente delicadamente à mistura fora da batedeira. Despeje a mistura na forma e asse em forno pré-aquecido a 180 graus por 40 minutos.

Recheio
2 tabletes de 170g de Laka
5 colheres de creme de leite
1 xícara de amêndoas sem pele, torradas e picadas

Cobertura
1 tablete de 170g de Laka
1 e ½ colher de manteiga
7 colheres de leite

(As colheres são das de sopa e as xícaras, das de chá)


minha garota-propaganda aprovou!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pãozinho doce na Atalaia

Hoje à tarde fui dar umas voltas na Atalaia em busca de um lugar para minha confeitaria – ainda está só na cabeça, mas já é minha =]. Fico passeando pelas ruas observando as casas, pensando nos caminhos, nos vizinhos. Enfim, dando uma volta.

Fui até uma padaria que já havia visto antes para saber como era o pão de lá. Tem uma fachada bonitinha, mas dentro causa surpresa na primeira visita. É muito mais um mercadinho que qualquer coisa. Mas as padarias hoje em dia vendem de tudo, até sabão em pó! Então fiquei procurando, olhei por entres as gôndolas, mas nada de pão.

– Boa tarde! Tem pão? 
– Chega já, foram buscar.

Oi? Acho tão estranho uma padaria não fabricar seu próprio pão (!). Como não gosto de me sentir frustrada, fui procurar outra padoca. Também me surpreendi assim que entrei. Uma variedade de pães, todos bonitos, com cara de macios. Aposto que sorri diferente naquele momento (rs).

Pães salgados, doces, trançadinhos, com chocolate na massa, recheados. E o mais importante, apetitosos. Não havia atendente no salão, os pãezinhos estavam lá, sorrindo e se vendendo sozinhos.

Outro detalhe que achei super interessante foi que o pão francês estava dividido em dois cestos. Um para os mais escurinhos e outro para os branquinhos. Sensacional! Nêgo não precisa mais ficar cutucando tudo em busca dos favoritos.

Como estou me policiando para não comer coisa demais de uma só vez, escolhi para acompanhar os pães franceses (mais clarinhos) apenas alguns pãezinhos cobertos com calda e coco ralado; fofos. Saí e nem consegui ligar o carro. A primeira coisa foi avançar na sacolinha para experimentar o bendito pãozinho.

É tão bom ter as expectativas atendidas... supermacio! E com a surpresa-mor da tarde: recheio de goiabada. Inesperadamente doce, e na medida. Mais um sorriso bobo, certeza! Comi mais uns dois no caminho de casa enquanto tentava imaginar a reação da Isadora quando experimentasse. E como coração de mãe não se engana:

– Mãe, tem mais desse pãozinho? Porque eu adorei!

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